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Há datas que, pela sua essência, assumem uma importância que outras não têm; assumem, pois, um caráter excecional.

Assim é com o 16 de junho, uma data que assinala o início da revolta do povo olhanense contra a invasão de tropas francesas, e o mesmo se passa com a data de 31 de maio - Dia do Pescador.

O dia 31 de maio, institucionalizado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 103/98, de 23 de julho e celebrado oficialmente desde essa data, representa para Olhão e suas gentes, não só o reconhecimento a todos os profissionais da pesca e da aquicultura, mas também a união deste povo com o mar e com a Ria Formosa.

Não sendo possível realizar a cerimónia de entrega de distinções aos pescadores e aquicultores de Olhão, face ao estado pandémico em que o mundo se encontra, e pelas restrições existentes, não pode o Município deixar passar esta data sem que seja feita a devida honra a todos estes profissionais, que no seu dia-a-dia trabalham para que não falte o bom peixe e bom marisco.

Mesmo no período em que foi necessário um maior confinamento, para proteção de todos nós, a faina piscatória esteve, tal como outras atividades primárias, sempre a laborar, de modo a garantir que os alimentos não faltassem à mesa dos portugueses, neste caso concreto, aos Olhanenses.

Se em condições normais a atividade piscatória é, por si só, uma atividade exigente, face ao atual panorama de pandemia, a exigência aumentou, pois é necessário manter os padrões de higiene e segurança do trabalho, acrescendo os cuidados de segurança e saúde a nível de todos os tripulantes.

Estes homens e mulheres merecem totalmente o dia em que lhes é prestada homenagem pela atividade que desenvolvem e, se desde há muito tempo as gentes de Olhão mostraram a capacidade de ultrapassar grandes dificuldades e desafios, é com extremo agrado que verificamos que os olhanenses e todos os que escolheram o nosso concelho para viver e trabalhar têm sido exemplares no combate à pandemia provocada pela covid-19.

Olhão, que em 1808, perante as adversidades de uma invasão, conquistou a liberdade e arranjou coragem e força para atravessar oceanos e dar a boa-nova ao Rei, não é terra de se vergar perante as dificuldades.

Assim, com a certeza de que, juntos, iremos superar mais esta dificuldade, resta-me desejar que, para o ano, seja possível recuperar as justas comemorações de distinção aos profissionais da pesca e aquicultura que mais se destacaram.

Um bem-haja aos pescadores e aquicultores de Olhão.


O presidente da Câmara Municipal,

António Miguel Pina