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2014-biblioteca-mal-nascer-01A escritora algarvia Lídia Jorge apresenta na próxima quinta-feira, às 18h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Olhão, a última obra de Carlos Campaniço, Mal Nascer.

Carlos Campaniço nasceu em 1973, em Safara, no concelho de Moura, embora viva no Algarve há quase duas décadas – onde exerce as funções de diretor de programação do Auditório Municipal de Olhão.

É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, pela Universidade do Algarve, onde adquiriu também o grau de Mestre em Culturas Árabe e Islâmica e o Mediterrâneo.

É autor dos livros Molinos, Da Serra de Tavira ao Rif Marroquino. Analogias e Mitos, A Ilha das Duas Primaveras e ainda Os Demónios de Álvaro Cobra, que venceu em 2012 o Prémio Literário Cidade de Almada. O presente romance foi finalista do Prémio LeYa em 2013.

Em Mal Nascer, Santiago Barcelos – nascido Bento – regressa como médico à vila que deixou ainda menino. Não vem, porém, ao aconchego dos velhos rostos conhecidos. Na verdade, foge dos miguelistas que o perseguiam em Lisboa, escapa-se à teimosia da mulher do padrinho que o queria como amante e conta vingar-se de Albano Chagas, o homem que lhe arruinou a infância tomando-o como cúmplice na morte do seu primogénito. Os planos acabam, contudo, por gorar-se quando se apercebe de que não há vivalma que o reconheça e de que toda a vila subitamente o venera e se quer chegada ao seu convívio. Até a mulher de Albano Chagas acaba por pôr uma afilhada a ajudá-lo no consultório e a mão da própria filha à disposição. 

Decidindo então adiar a revelação da sua identidade, o jovem médico terá mais tempo para chorar os seus mortos, tratar dos doentes e ajustar contas com os vivos; mas nem por isso cessará de se enredar em complicadas teias, não escapando a uma paixão proibida e avassaladora.

Alternando as memórias da infância com o presente agitado do protagonista, Mal Nascer é um romance magistral que combina uma história aliciante com um esmero de linguagem invulgar. Guardando surpresas até à última linha, a obra foi finalista do Prémio LeYa em 2013.
(texto de Maria do Rosário Pedreira - editora)