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2015-175-noite-de-levante-inicio-01Teve início da melhor forma a edição de 2015 das “Noites de Levante”: a Avenida 5 de Outubro encheu-se para assistir aos piratas a invadirem a zona ribeirinha da cidade (dia 18). A segunda noite,  ontem, foi marcada pela atuação do grupo algarvio Azinhaga, que levou ao palco do Jardim Patrão Joaquim Lopes uma sonoridade informal.

E eis que, numa noite de agosto, Olhão foi invadida por piratas: uma “investida” pacífica, levada a cabo pela Viv’arte, uma companhia de teatro conhecida pelo trabalho desenvolvido no âmbito da recriação histórica, e que tem marcado presença em eventos por todo o País, e mesmo no estrangeiro.

A recriação histórica teve início na zona ribeirinha, que se encheu de olhanenses e turistas de todas as idades para assistirem à “arruada”, que foi seguida pelo público até ao Jardim Patrão Joaquim Lopes, onde teve lugar mais um momento de dramaturgia criado pela Viv’arte, “O Guardião do Tesouro”, onde os malabares de fogo foram os protagonistas.

Estes dois momentos de dramaturgia interativa agradaram a públicos de todas as idades, uma vez que foram muitas as famílias que assistiram.

Ontem, as “Noites de Levante” prosseguiram com os algarvios Azinhaga, um projeto que reúne Luís Correia Carmelo (voz, concertina e ukulele), André Capela (guitarra e saxofone), Paulo Matos (contrabaixo) e Tiago Rêgo (percussão). A banda apresentou ao público um cancioneiro bem disposto e em português, que sabe falar de amor sem se levar demasiado a sério.

Antes ainda da atuação do quarteto, o público foi surpreendido por uma “bruxa”: tratava-se do ator da Companhia de Teatro A Comuna, Alexandre Lopes, que protagonizou um momento de interatividade com o público, fazendo rir os mais velhos e “assustando” os mais pequenos. De recordar que o ator vai voltar no domingo, para um espetáculo a solo.

O público tem aderido em número significativo a esta edição de 2015 das “Noites de Levante”, devido à programação escolhida, mas também às noites amenas que se têm feito sentir.
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Até dia 25, o Jardim Patrão Joaquim Lopes servirá ainda de palco para vários espetáculos: esta noite, a partir das 22h00, dá-se lugar ao jazz, ao reggae e à soul, com Jazzafari. Uma “mistura” tão bem sucedida quanto improvável, mas como o próprio artista diz: “O que eu gosto é de música!”.

Amanhã, dia 21, atuam os Farra Fanfarra: especialistas em euforia coletiva e transmissão de ritmos contagiantes, os Farra Fanfarra são um grupo de músicos e animadores especializados na transmissão de energias positivas através da música acústica e do poder dos instrumentos de sopro e percussão.

A tarde e noite de sábado, 22 de agosto, são dedicadas ao Mercado do Levante: entre as 18h00 e as 00h00, o Jardim Patrão Joaquim Lopes enche-se de música, teatro, dança e artesanato, com os artesãos locais a mostrarem o que sabem fazer melhor.

A noite de 23 é dedicada ao teatro e à música, com o ator da Companhia de Teatro A Comuna, Alexandre Lopes, dono de um talento assinalável, como ator e cantor, a dar vida ao recinto, a partir das 22h00.

Na segunda-feira, 24 de agosto, a programação das “Noites de Levante” reserva uma noite de rock eletrónico e multimédia, com os Tripé, num espetáculo agendado igualmente para as 22h00, no Jardim Patrão Joaquim Lopes. Os Tripé são um projeto de música eletrónica, progressiva e ambiental.

A fechar as “Noites de Levante”, no dia 25, o mote é dado pela companhia Teatro do Mar, que leva à cena a peça “A Balada do Velho Marinheiro”: um marinheiro mata um albatroz que ajudou o seu barco a sair de uma intempérie. Devido à insensatez do seu ato, é vítima de uma maldição. Um a um, toda a tripulação morre, restando apenas o marinheiro que, apesar de todas as contrariedades, acaba por chegar a terra… A partir das 22h00, no Jardim Patrão Joaquim Lopes.

Com “Olhão – Noites de Levante”, a autarquia pretende dinamizar vários pontos da cidade, nomeadamente na zona ribeirinha, com atividades de caráter lúdico, sem esquecer a vertente cultural. São oito noites repletas de motivos para sair de casa e visitar Olhão, desfrutando das “Noites de Levante” – nome que encontra a sua justificação por se realizar numa das zonas históricas da baixa de Olhão com esse nome, mas também pela associação ao mar ali tão perto.