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Nos últimos anos, o Bairro da Barreta, um dos mais típicos de Olhão, tem assistido à chegada de uma nova vaga de habitantes, muitos de outros países, todos “apaixonados” pela zona que está na génese da cidade. As gentes, a autenticidade e a arquitetura únicas no Algarve e no País lideram a lista de razões pelas quais muitos optam por se mudarem e darem nova vida à Barreta.

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Quando, em finais do século XVI, os primeiros pescadores se estabeleceram na praia de Olham e começaram a construir as suas cabanas de junco, estavam longe de imaginar que lançavam as fundações daquele que seria, em pleno século XXI, um dos bairros mais trendy e mais procurados da cidade de Olhão e de todo o Sotavento algarvio.

Este núcleo, que já passou por várias vagas de construção/ recuperação/ reconstrução, é hoje pólo de atração para artistas, jornalistas, reformados e tantos outros, sobretudo estrangeiros, mas também portugueses.

Quem é, afinal, o novo habitante do bairro? Podemos resumir desta forma: vem sobretudo do norte da Europa (Inglaterra, Alemanha, Holanda, França, Suíça, Bélgica…), para fixar residência, tem um nível cultural elevado e procura um estilo de vida simples e descontraído, com verdadeira qualidade de vida, onde tudo, incluindo o mar, está a uma caminhada de distância.

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Sandra Romba, autora da dissertação “Evolução Urbana de Olhão”, defende que a Barreta “possui uma arquitetura única no Algarve e em todo o País. É por esse motivo que a cidade é também apelidada de cubista. Mas é na Barreta que este tipo de arquitetura tão original aparece quase que sublimada: os eixos estruturados, sempre respeitando a linha do mar, o traçado regular das ruas, os terraços, que aqui se chamam açoteias, os mirantes, a estrutura cúbica das casas… tudo isto são marcas identificadoras de que estamos na Barreta e em nenhum outro sítio do Mundo”.

Filipe Monteiro é um destes novos habitantes. O arquiteto vivia com a mulher, alemã, arquiteta paisagista, em Nova Iorque, quando de uma viagem a Portugal nasceu o amor comum pela Barreta. E como nasceu esse amor? “Um sítio a Sul é sempre um sítio a Sul, mas aqui há algo de identificável, com caráter próprio, sentimo-nos fortemente atraídos por este pedaço de terra”.

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Meinke Flesseman já conhecia Portugal desde pequena e a Barreta foi a escolha óbvia quando, há seis anos, decidiu fazer de Portugal a sua residência. Para esta pintora holandesa, “se formos a outras cidades da região, tudo nos faz lembrar um postal ilustrado. Aqui não. Esta é uma terra autêntica. Adoro as cores, as casas antigas e típicas. Cada vez conheço mais artistas interessados em vir para aqui viver, também”, revela.

Com estes habitantes, tem chegado também uma lufada de ar fresco ao comércio tradicional: lojas, restaurantes, agências imobiliárias, todos agradecem e recebem de braços abertos os novos vizinhos.

Mas afinal, o que é que a Barreta tem? É a essa pergunta que tentamos responder na reportagem que pode ser lida na íntegra AQUI.
 
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