289 700 100
 
geral@cm-olhao.pt
 
Os 42 anos da Revolução do 25 de Abril vão ser assinalados em Olhão com um vasto conjunto de atividades, a decorrerem ao longo de todo o mês em vários pontos do concelho. A Autarquia, em colaboração com diversas entidades olhanenses, preparou um programa que vai da música ao teatro, passando pelas cerimónias oficiais propriamente ditas.

2016-089-25-abril-01

Os eventos começaram já no passado fim de semana, com o espetáculo do Teatro a Comuna, “Homenagem a João Villaret”, que decorreu no Auditório Municipal, e a apresentação do livro Memórias: Combatentes na Guerra do Ultramar, de João Peres, uma edição do Núcleo de Olhão da Liga dos Combatentes que foi lançada na Biblioteca Municipal José Mariano Gago.

As manifestações prosseguem no próximo sábado, dia 9 de abril, às 15h00, com a iniciativa “Conversas de Museu”, no Museu Municipal de Olhão. No mesmo dia, às 15h30, mas na Biblioteca Municipal, será inaugurada uma exposição biobibliográfica, intitulada “Sentir Olhão… por António Macheira”. A mostra pretende ir além da obra publicada e divulgar diversos inéditos deste escritor olhanense e ficará patente ao público até 4 de maio.

No sábado seguinte, dia 16 de abril, às 15h00, na Biblioteca Municipal, o professor José João Santos profere uma palestra subordinada ao tema “O Azulejo Português”, uma iniciativa da Junta de Freguesia de Olhão que conta com o apoio da Câmara Municipal.

Mais tarde, às 21h30, a Sociedade Recreativa Progresso Olhanense, em colaboração com a Autarquia, promove a iniciativa “Dizer Abril. Lembrar Abril”, que contará com a participação especial de Domingos Caetano. Nesta noite, João Pereira e Eduardo Patarata interpretarão textos de José Carlos Ary dos Santos, Vinicius de Morais, José Fanha e Manuel Alegre. A noite repete-se dia 24, à mesma hora, desta vez na Junta de Freguesia de Pechão.

Ainda no dia 16 de abril, às 21h30, mas desta vez no seu Salão Multiusos, a Junta de Freguesia de Pechão promove uma noite de teatro pelo grupo Re-Atrito: “Tó Poeta e Carvalho Marquês Juntos e ao Vivo”.

Na segunda feira, dia 18, a Junta de Freguesia de Quelfes leva ao Algarve Outlet a exposição do concurso de cartazes “25 de Abril Sempre”, trabalhos dos alunos das escolas do 1º Ciclo que ficarão patentes até ao dia 25 de abril, no horário de funcionamento daquele espaço.

Também no dia 18, e numa organização conjunta da Junta de Freguesia de Pechão e várias escolas públicas e privadas da freguesia, ficará patente no edifício da Junta a mostra “25 de Abril Visto pelas Crianças”.

2016-089-25-abril-03

Passando para sexta feira, dia 22, o ponto alto das comemorações acontecerá na Sociedade Recreativa Progresso Olhanense onde, numa organização da MOJU – Associação Movimento Juvenil em Olhão, com o apoio da Câmara Municipal, acontecerá, a partir das 21h30, o espetáculo “Abril Bandas Mil”, que continuará no sábado e domingo, à mesma hora.

No sábado, dia 23, às 15h00, na Biblioteca Municipal José Mariano Gago, a Liga dos Combatentes procederá à cerimónia de imposição da Cruz de Guerra e da Medalha das Campanhas das Forças Armadas.

No dia seguinte, domingo, às 21h30, Carlos Mendes celebra “A Festa da Vida” com um espetáculo no Auditório, que assinala os seus 50 anos de carreira. “A Festa da Vida” promete ser uma viagem pelas últimas décadas da música portuguesa, na voz ímpar deste cantor e compositor.

As comemorações oficiais dos 42 anos do 25 de Abril começam às 9h30, nos Paços do Concelho, com a cerimónia do hastear da bandeira, com a participação do Corpo de Bombeiros Municipais de Olhão e respetiva fanfarra, da Banda Filarmónica 1º de Dezembro e dos Escuteiros.

Cerimónia similar acontece meia hora depois, às 10h00, em Pechão: será hasteada a bandeira e decorrerão, na Rua 25 de Abril, atividades desportivas e culturais, subordinadas ao tema “Pechão em Festa pela Liberdade”. Às 12h00, no mesmo espaço, serão homenageados os antifascistas de Pechão.

Ainda no dia 25 de abril, mas desta feita às 15h00, o Pavilhão de Eventos de Moncarapacho recebe a “Festa do 25 de Abril”, numa organização da União de Freguesias de Moncarapacho e Fuseta.

No sábado seguinte, dia 30 de abril, às 15h00, na Biblioteca Municipal de Olhão, acontece o colóquio “Olhão e a Comunicação Social”, numa organização do Jornal Brisas do Sul.

Às 21h30, na Sociedade Recreativa Progresso Olhanense, a Casa da Juventude apresenta o seu projeto de formação de bandas, “Bandas da Casa”. Serão interpretadas, entre outras, músicas de Abril.

A Revolução de 25 de Abril, também denominada Revolução dos Cravos, refere-se a um período da história de Portugal resultante de um movimento social, ocorrido a 25 de abril de 1974, que depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e iniciou um processo que viria a culminar com a implantação de um regime democrático e com a entrada em vigor da nova Constituição, a 25 de abril de 1976.

Esta ação foi liderada por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), que era composto na sua maior parte por capitães que tinham participado na Guerra Colonial e que tiveram o apoio de oficiais milicianos.

Com reduzido poderio militar e com uma adesão em massa da população ao movimento, a resistência por parte do regime foi praticamente inexistente, registando-se apenas 4 civis mortos e 45 feridos em Lisboa pelas balas da DGS (Direção-Geral de Segurança).

Seguiu-se um período de grande agitação social, política e militar, conhecido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado por manifestações, ocupações, governos provisórios, nacionalizações e confrontos militares que terminaram com o 25 de novembro de 1975.

Estabilizada a conjuntura política, prosseguiram os trabalhos da Assembleia Constituinte para a nova constituição democrática, que entrou em vigor no dia 25 de abril de 1976, o mesmo dia das primeiras eleições legislativas da nova República. Na sequência destes eventos, foi instituído em Portugal um feriado nacional no dia 25 de abril, denominado como "Dia da Liberdade".

2016-089-25-abril-02