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Duas embarcações chocaram esta manhã no Porto de Pesca de Olhão, tendo do acidente resultado o derrame de 15 metros cúbicos de gasóleo. Uma manhã fatídica, em que uma avaria no posto de abastecimento de combustível situado naquele local provocou um outro derrame, com consequências ainda imprevisíveis para o frágil ecossistema da Ria Formosa. Estas foram as situações simuladas esta manhã no Porto da Docapesca, num exercício de combate à poluição do mar, promovido pelo Departamento Marítimo do Sul da Autoridade Marítima Nacional e pela Capitania do Porto de Olhão, em colaboração com outras entidades, como a Autoridade Nacional de Proteção Civil, a Docapesca, a Câmara Municipal de Olhão e a Ambiolhão.


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Como adiantou o comandante do Porto de Olhão, o Capitão-de-Fragata Nunes Ferreira, “o exercício Olhão 2016 tem três objetivos principais, no que diz respeito às operações de combate à poluição no mar: treinar de modo consistente os meios atribuídos ao Departamento Marítimo do Sul e à Capitania do Porto de Olhão; treinar e incrementar a cooperação com outras entidades, em particular as autarquias e demonstrar à população em geral as capacidades e determinação dos serviços responsáveis pelo combate à poluição do mar no Algarve”.

Duas vezes por ano, o Departamento Marítimo do Sul promove este tipo de simulacros em vários locais e, desta vez, coube a Olhão, devido ao facto de se tratar de um local com forte tráfego marítimo, associado à sua localização no coração do Parque Natural da Ria Formosa.

As entidades organizadoras reconhecem, ainda, a importância do turismo, recreio, valores naturais e patrimoniais, tendo em vista prevenir e combater eficazmente a poluição do mar por hidrocarbonetos nas praias e nos portos.

O simulacro desenvolveu-se em duas frentes, ambas no interior do Porto de Pesca: um primeiro cenário em que duas embarcações – uma atracada e outra em trânsito – embateram uma na outra, com o consequente derrame de combustível, e em segundo cenário em que uma avaria no posto de abastecimento de combustível da Docapesca teria também como consequência o derrame para a Ria.

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O exercício consistiu na respetiva contenção das manchas de poluição e consequente limpeza da matéria poluente, para posterior transporte e tratamento pela Ambiolhão.

Estiveram envolvidas neste simulacro cerca de 75 pessoas, 6 embarcações, 5 viaturas pesadas e uma viatura da Proteção Civil.

Neste tipo de situações, a primeira preocupação das autoridades é conter o derrame com barreiras físicas, para evitar o alastramento, bombear a matéria poluente para dentro de tanques rápidos, para posterior transporte e tratamento.

De acordo com os técnicos que coordenaram as operações no local, não seria particularmente difícil lidar com incidentes como os que hoje foram simulados caso acontecessem efetivamente, o que se prende com o facto de se tratar de um local abrigado, onde a ondulação é praticamente inexistente. Numa zona de praia, ou em mar aberto, o grau de dificuldade acentuar-se-ia, daí a necessidade de se proceder ciclicamente a exercícios desta natureza, que garantam uma resposta pronta das autoridades em caso de desastres ambientais.

No final do exercício, o presidente da Câmara Municipal, António Miguel Pina, revelou que “é sempre interessante ver como se processam no terreno operações desta natureza e ficamos todos muito mais descansados ao constatarmos que existem autoridades, técnicos e profissionais formados e em grau de prontidão máximo, caso um incidente desta natureza aconteça na realidade”.
 
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