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O Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, esteve no Algarve esta segunda feira, 15 de maio, para se inteirar do andamento da construção da nova ETAR Faro-Olhão e da respetiva estação elevatória. A visita foi acompanhada pelo presidente do Conselho de Administração da Águas do Algarve, Joaquim Peres, bem como pelos autarcas de Olhão e Faro, António Miguel Pina e Rogério Bacalhau, respetivamente.

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A infraestrutura está orçamentada em 22 milhões de euros, cofinanciados em 85% pelo Fundo de Coesão no âmbito do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, e permitirá servir uma população de cerca de 113 mil habitantes dos municípios de Olhão, Faro e São Brás de Alportel, o que resultará num caudal diário de tratamento na ordem dos 28 mil metros cúbicos.

“Este foi um dos grandes desígnios e uma grande vitória deste mandato, anseio antigo da população e dos autarcas de Olhão e um equipamento fundamental para o incremento da qualidade de vida da população e dos turistas que visitam a região”: foi assim que o Presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Miguel Pina, se referiu à nova ETAR, cuja inauguração está prevista para junho de 2018.

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“A futura ETAR vai permitir desativar os sistemas de lagunagem das ETAR’s de Faro Nascente e Olhão Poente, de forma a fazer face aos níveis de qualidade cada vez mais exigentes para o efluente tratado a descarregar no meio recetor, neste caso a Ria Formosa”, explicou o responsável da Águas do Algarve, empresa responsável pela empreitada, Joaquim Peres.

A solução adotada envolve a ampliação e modernização do tratamento da atual ETAR de Faro Nascente e a construção de um sistema elevatório, de forma a desativar a ETAR de Olhão Poente, integrando os seus efluentes na nova ETAR.

Ao nível dos processos de tratamento, na nova ETAR será adotado um sistema inovador – o NEREDA – tendo em vista alcançar elevados níveis de qualidade de tratamento com a menor pegada de carbono possível. Entre as principais vantagens do novo sistema, destacam-se a redução significativa da área de implantação da infraestrutura, ao integrar todos os processos biológicos num único órgão, a redução dos consumos energéticos e um elevado grau de depuração das águas residuais.

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Parte do efluente tratado na futura ETAR será ainda sujeito a uma desinfeção adicional com vista à sua reutilização, por exemplo, na lavagem de vias públicas.

António Miguel Pina sublinha a componente ambiental subjacente ao projeto: “Para além de representar a concretização de um anseio antigo, esta ETAR será um modelo em termos de tratamento sustentável de águas residuais”, concluindo que aguarda com expetativa o bom andamento das obras, “para que este equipamento possa começar a funcionar o mais brevemente possível, e um dos poucos e residuais focos de poluição da Ria Formosa seja definitivamente colmatado, aumentando, ainda mais, a qualidade ambiental das nossas águas e da nossa paisagem protegida”.

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