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2012-085-ACTA
A Companhia de Teatro do Algarve (ACTA) apresenta a 19 de outubro, às 21h30, no Auditório Municipal de Olhão, a peça “Carta a Um Santo”. Com dramaturgia e encenação de Luís Vicente, apresentam-se em palco Glória Fernandes e Luís de A. Miranda.

O espetáculo baseia-se numa carta da mulher com quem Santo Agostinho viveu, antes de escolher afastar-se do amor humano para se entregar ao amor divino. Flória, ex-amante e mãe do filho natural de ambos, critica e questiona Agostinho com veemência e destemor, com ironia e com desespero, por ele considerar desprezível aos olhos do Criador as alegrias do amor físico.

“Flória Emília Saúda Aurélio Agostinho Bispo de Hípona Régia”. Foi com este título (longo, mas justificado) que o espetáculo da ACTA estreou em 2003, em Faro. Nesta reposição, em 2012, são retomados os mesmos pressupostos dramatúrgicos, os mesmos critérios de encenação e a mesma plástica cénica. Altera-se o título para “Carta a Um Santo”, mais breve, ao mesmo tempo que se apresenta em palco a atriz Glória Fernandes na interpretação da personagem Flória Emília e Luís de A. Miranda como Aurélio Agostinho.

“Carta a um Santo” consiste na dramatização de um documento – “A Vida é Breve”, de Jostein Gaarder – que se nos apresenta sob a forma epistolar, salpicado de breves citações constantes num outro documento da autoria do destinatário do primeiro – “Confissões”, de Santo Agostinho; e também de referências de vário tipo – umas claras e directas, outras sob a forma de alusões e insinuações – atribuídas ao mesmo destinatário.

“O trabalho realizado no plano dramatúrgico consistiu em concentrar o essencial do discurso direto, no que optámos pelo caminho de seguir de perto as citações. Expandimo-las com o objetivo de adensar o conflito, tendo como apoio o já referido segundo documento e ainda, no plano filosófico, um terceiro documento – “Santo Agostinho”, de Teixeira de Pascoaes. A feição dialogante do conflito dramático e a ordem pela qual ele nos é sugerido no primeiro documento, bem como o seu funcionamento cénico, foi fixada previamente aos ensaios; porém, no decurso destes, sofreu várias fragmentações e intercessões no que respeita ao encadeamento lógico das ideias para maior clareza do discurso de ambas as personagens intervenientes. Só em parte o texto do espetáculo é coincidente com o texto original”, explica a produtora executiva da ACTA, Elisabete Martins.

A não perder, na noite de 19 de outubro, no Auditório Municipal de Olhão!