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No passado dia 31 de outubro realizou-se a primeira reunião da comissão externa de acompanhamento do Plano de Mobilidade e Transportes de Olhão (PMTO) seguida de um workshop, aberto à população, intitulado Mobilidade e Transportes em Olhão: Presente e Futuro, onde foram apresentadas as primeiras conclusões resultantes da fase de diagnóstico, entretanto concluída, e os cenários, objetivos e definição da estratégia.

Estas sessões de trabalho foram orientadas e coordenadas pelas técnicas da TIS Fátima Santos e Susana Castelo, empresa que desenvolve o plano do município olhanense e permitiu caraterizar a situação atual do concelho no que respeita à mobilidade e apresentar a abordagem metodológica utilizada na construção de cenários, validação de objetivos e definição de estratégia.

A estratégia para a gestão da mobilidade deve incidir sobre três vetores específicos: a geração/atração de viagens, os modos de transporte e o comportamento em viagem. Foram focadas algumas áreas em que se propõe a intervenção, nomeadamente ao nível dos interfaces de transporte, transporte individual e o estacionamento, de modo a promoverem a qualidade de vida, contribuindo para uma economia mais eficiente e uma mobilidade sustentável, assim como melhores acessibilidades, inclusão social e justiça social são algumas das propostas genéricas apresentadas.
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O presidente do Município de Olhão, Francisco Leal, que presidiu à primeira reunião da Comissão Externa de Acompanhamento, ressalvou que “este é um estudo para planificar a cidade e o concelho” mostrando o seu desagrado pelo facto de a variante de Olhão não avançar para já, como previsto. “Esta obra teria uma grande importância tanto na mobilidade interna como interurbana. Não deixaremos de continuar a lutar nesse sentido”, garantiu o edil, que também defendeu a necessidade de “mobilizar as pessoas para o transporte coletivo”.

As primeiras sugestões apresentadas pelas técnicas da TIS vão nesse sentido: “Vamos dar sugestões para melhorar a rede de transportes da cidade, através de uma readaptação do circuito, queremos propor localizações para ciclovias e o ordenamento do estacionamento”, referiu Fátima Santos, a chefe de projeto. “Propomos a utilização de transporte público para média distância e para curtas distâncias a bicicleta e o modo pedonal. Olhão é uma cidade plana, onde é fácil andar a pé”, resumiu a técnica.
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Incentivar as pessoas a mudar de hábitos é um dos objetivos deste Plano, o que tem de ser feito com uma boa campanha de sensibilização junto da população, entendem as responsáveis do PMTO, que acreditam que “é preciso criar condições na rede viária para que se possa usar mais a bicicleta em conforto e segurança e na rede pedonal é importante adaptar os corredores existentes para que as pessoas também possam circular com segurança”.
Para os núcleos urbanos das freguesias, os cuidados sugeridos são os mesmos e será preciso encontrar a melhor forma de se fazerem as ligações para a freguesia de Olhão, “que acaba por ser a freguesia polarizadora do concelho”, destaca Fátima Santos.
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No relatório de cenários e definição da estratégia do PMTO foram apresentados os indicadores considerados fundamentais para a avaliação do sucesso da sua implementação, assim como as metas consideradas possíveis de alcançar. Por exemplo, nas viagens intra-concelhias, será possível passar a andar mais a pé em 2022 (de 36% em 2012 para 40% em 2022), a bicicleta também poderá passar a ser um meio de locomoção mais utilizado (de 2% para 5.31%), assim como o transporte coletivo (de 4% para 7%). Ao invés, será possível reduzir a utilização do transporte individual de 57% para 48% em 2022. Entre outras melhorias que podem surgir em termos da menor utilização do transporte individual para privilegiar outros modos de deslocação, prevê-se também uma redução do número de acidente rodoviários, principalmente ao nível dos atropelamentos.