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2012-109-Dia do Mar
O Dia Nacional do Mar, que se comemorou a 16 de novembro, foi assinalado em Olhão com a apresentação, pelo arquiteto paisagista Gonçalo Gomes, da Fase 1 do Plano de Mobilidade e Ordenamento da Circulação na Ria Formosa, o que aconteceu no Real Marina Hotel & Spa.

A sessão, que contou com a presença do presidente do Município de Olhão, Francisco Leal, um dos grandes defensores da valorização da Ria Formosa, e do diretor do departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Sul do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, João Alves, teve como ponto alto a apresentação de Gonçalo Gomes.

Os grandes objetivos do Plano, de acordo com o técnico, são a definição de um quadro de mobilidade que permita a manutenção de um favorável estado de conservação do ecossistema lagunar e organizar e assegurar a existência de respostas para as diferentes necessidades dos que trabalham ou vivem, bem como dos que visitam a Ria. Mas também é imprescindível ordenar e qualificar a sua mobilidade, o que se poderá materializar com as intervenções previstas no Plano Estratégico da Intervenção de Requalificação e Valorização da Ria Formosa (PEIRVRF), que irá permitir uma requalificação das zonas ribeirinhas e dos núcleos urbanos das ilhas-barreira.

Os trabalhos da Fase 1, referentes à elaboração do diagnóstico da situação atual da Ria, estão praticamente terminados. Deste diagnóstico resulta a caraterização das condicionantes legais e/ou estratégicas com influência sobre a área de intervenção, a identificação dos agentes com interesses e ação (directa ou indireta) nessa área, a identificação do volume de tráfego naval e terrestre e suas caraterísticas, bem como as infra-estruturas que o servem.
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O Plano define oito unidades territoriais de análise, que “dividem a Ria Formosa em áreas funcionalmente coerentes, de forma a interpretar as suas dinâmicas de uma forma global, mas levando em conta as particularidades locais que ocorrem ao longo da área de intervenção”.

“De forma a fechar esta fase e consolidar possíveis cenários de evolução futura para a Ria Formosa, que serão alvo da Proposta de Plano de Mobilidade e Ordenamento da Circulação na Ria Formosa, torna-se agora necessário auscultar os setores de atividade que se desenvolvem no terreno, diariamente, recolhendo os contributos daqueles que sentem, em primeira mão, a evolução da Ria Formosa”, anunciou o arquiteto paisagista. Assim, em breve começará a fase de envolvimento público, individualizado para cada um dos setores de atividade, na qual se procurará obter uma caraterização das expetativas e preocupações particulares a integrar no modelo territorial de gestão da mobilidade em desenvolvimento.
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