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2012-120-Os Portas
O Auditório Municipal de Olhão acolhe, no próximo sábado, 15 de dezembro, a última apresentação da peça de teatro Os Portas. A partir das 21h30, poderemos assistir à presença de quatro atores em palco – António Melo, Almeno Gonçalves, Pedro Teixeira e Fernando Ferrão – que desempenham múltiplas personagens sem nunca saírem de cena. A não perder, em Olhão!

A peça desenrola-se numa discoteca, um local de eleição para diferentes tipos de pessoas, todas interpretadas pelos quatro atores. Fala-se de solidão, de quem sai sozinho para tomar um copo ou ter um encontro fortuito e de pura diversão.

Os atores, que representam quatro porteiros da noite, são também quatro rapazes, quatro raparigas... e ainda um Dj, um punk, e outras criaturas que se cruzam em noites frenéticas! Podemos assistir ao antes, ao durante e ao depois das saídas noturnas, vistos por todos os intervenientes.

Este é um espetáculo marcante, com um ritmo alucinante e a versatilidade dos atores, bem conhecidos do grande público, em papéis que nunca ninguém os viu fazer! A encenação desta peça está a cargo de Almeno Gonçalves, que conta com o magnífico desempenho dos atores António Melo, Fernando Ferrão, Pedro Teixeira e do próprio Almeno Gonçalves, numa adaptação do original “The Bouncers”, de John Godber. É um texto de um autor inglês adaptado à realidade da noite portuguesa.

"É um espectáculo muito físico, em que os actores muito rapidamente se vão desdobrando nas personagens sem a utilização de adereços, simplesmente através da sua composição", explica Almeno Gonçalves. Oito anos depois de ter estado em cena em várias salas do país, embora com um elenco diferente, Os Portas sobem ao palco olhanense com a mesma crítica à sociedade do consumo que o texto de John Godber tinha subjacente, mas mergulhado numa conjuntura económica nacional com traços bem diferenciados. "Faz muito sentido abordar esta crítica ao consumo nesta altura que a Europa atravessa", sublinha Almeno Gonçalves. "É essencial que sejam introduzidas mudanças no lado mais consumista da sociedade. Não há condições para continuarmos a viver esta correria ao consumo", disse o encenador.

Esqueça tudo o que já viu até aqui... e divirta-se!