289 700 100
 
geral@cm-olhao.pt
 
2013-078-Os demonios de Alvaro CobraO professor da Universidade do Algarve Pedro Ferré, especialista em Literatura, apresenta na próxima sexta-feira, 17 de maio, às 18h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Olhão, a última obra de Carlos Campaniço, Os Demónios de Álvaro Cobra.

A aldeia de Medinas seria um lugar bem mais aprazível não fosse contar-se entre os seus habitantes Álvaro Cobra, um lavrador que atrai fenómenos sobrenaturais e tão depressa é tido por bruxo como por santo: não chorou ao nascer, com um mês já tinha dois dentes, consegue ouvir a Terra girar sobre si própria, tem uma cadela que adivinha o tempo e, além disso, já morreu duas vezes – mas ressuscitou, e desde então um bando de grifos faz ninho no seu telhado.

Ao ficcionar uma aldeia alentejana em finais do século XIX – na qual judeus, árabes e cristãos andam às turras e os mitos ganham terreno à realidade –, Carlos Campaniço oferece-nos uma galeria de personagens inesquecíveis, que vão de um anarquista à dona de um bordel ambulante, e recicla de forma original o realismo mágico para revisitar as virtudes e os defeitos das pequenas comunidades rurais do nosso Portugal.

Carlos Campaniço nasceu em Safara, no concelho de Moura, em setembro de 1973. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas e mestre em Culturas Árabe e Islâmica e o Mediterrâneo, ambos pela Universidade do Algarve. Vive em Faro e é diretor de programação do Auditório Municipal de Olhão.

Editou a sua primeira obra em 2007: Molinos (romance) seguindo-se, em 2008, o seu primeiro e único ensaio, Da Serra de Molinos ao Rif Marroquino. Analogias e Mitos. Em 2009, lançou o seu segundo romance, A Ilha das Duas Primaveras, um romance histórico que tem o Mediterrâneo como cenário.

Em 2011, termina o romance Os Demónios de Álvaro Cobra e submete-o à apreciação das grandes editoras, tendo sido escolhido para integrar o plano editorial do Grupo Leya, sob a coordenação editorial de Maria do Rosário Pedreira, obra que editada em fevereiro deste ano e com a qual venceu o Prémio Literário Cidade de Almada 2012.