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2013-096-Expo Pescadores 2A exposição temporária de fotografia “Os Pescadores”, da autoria de Luísa Soares Teixeira acompanhada de textos de Raul Brandão, foi inaugurada no dia 31 de maio, Dia do Pescador, no Museu da Cidade de Olhão. Marcaram presença, na abertura ao público, a subdiretora geral das Pescas, Ana Rita Berenguer, o diretor regional de Agricultura e Pescas, Fernando Severino e o presidente da Câmara de Olhão, Francisco Leal.

“Esta terra enfeitiça as pessoas”, dizia o presidente do Município de Olhão, Francisco Leal, a Luísa Soares Teixeira, a propósito da exposição que estavam a inaugurar, no dia 31 de maio, Dia do Pescador, enquanto a fotógrafa explicava ao autarca a relação entre as imagens por si captadas e os textos de Raul Brandão, que em 1922 percorreu as ruas de Olhão, a passear, sem um destino específico, e descreveu a cidade que ia encontrando. Agora, quase um século depois, Luísa também percorreu as ruas e ruelas olhanenses e imortalizou-as em fotografias.

Já Antero Nobre dizia: “Olhão é uma terra feiticeira!” e esta mística está bem patente nas fotos e nos textos que podemos encontrar na exposição “Os Pescadores”, agora patente numa das salas do Museu da Cidade de Olhão. Aqui encontramos duas narrativas sobre a cidade cubista: uma publicada em 1922 e outra fotografada na atualidade.

Raul Brandão, que era filho e neto de pescadores, nascido na Foz do Douro, descreveu uma outra terra de gente ligada ao mar, Olhão, sem meios nem técnicas prodigiosos, apenas caneta e papel, e agora Luísa Soares Teixeira muniu-se de uma câmara digital de amador e, desta forma, promoveu-se o encontro dos passeios de ambos, procurando demonstrar que o meio mudou mas os homens continuam “simples porque a profissão é simples e o meio, grande e eterno, não os corrompe”.

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