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2015-005-biblioteca-Blue-bacalhauExposição “SEA CHANGE”
No âmbito da Comemoração do Dia Mundial dos Oceanos – 8 junho
Sea-change An exhibition of art works by Rachel Ramirez to celebrate World Oceans Day.
Inauguração dia 16 de maio, pelas 17:00
16 de maio a 12 de junho de 2015
Galeria da Biblioteca Municipal de Olhão
 
3ª a 6ª 10:00-12:30 | 14:00-18:30
Sábado: 13:00-18:30

Autor: Rachel Ramirez





Lá no fundo teu pai jaz
Com seus ossos de coral
Nos olhos pérolas traz
Pois o seu corpo mortal
Foi transformado no mar
Num tesouro singular
 
A Tormenta (Ato 1, Cena 2), William Shakespeare.


A expressão “sea-change” foi cunhada por Shakespeare na sua peça “A Tormenta”, e originalmente simbolizava uma transformação mágica feita pelo mar. Atualmente, esta expressão significa uma mudança profunda, uma transformação notável. Rachel transforma, literalmente, espécimes marinhos naturais e objetos artificiais em obras de arte recorrendo à utilização de gyotaku: uma técnica de impressão japonesa originalmente utilizada para registar a morfologia dos peixes e das capturas premiadas dos pescadores. O seu interesse na Ásia Ocidental, Portugal, e na história natural, particularmente de formas de vida aquáticas, manifesta-se através de gravuras, pinturas, móbiles e trabalhos tridimensionais.
Em 2014, Rachel foi convidada a passar seis semanas como artista residente no Seacourt Print  the Centre for Contemporary Printmaking, na Irlanda do Norte. A sua residência foi financiada pelo North Downs Borough Council. Isto permitiu-lhe desenvolver ainda mais as suas técnicas de gravura e expandir as suas temáticas, ao concentrar-se em algas marinhas irlandesas. O seu interesse inicial em algas marinhas foi formado durante uma visita a Peniche, onde pôde recolher e imprimir grandes frondes de kelp. Os mais recentes trabalhos artísticos de Rachel incluem algas marinhas não só como tema, mas como um dos ingredientes do seu papel artesanal.
Uma seleção de gravuras de Rachel pode ser encontrada em diversas coleções públicas e privadas, incluindo: a Biblioteca de Alexandria, Cairo, Egito, O Museu de Arte do Estado de Penang, Penang, Malásia, o Museu de Arte de Sakima, Okinawa, Japão, o Tate Britain e o V&A, Londres, Reino Unido.
Rachel nasceu em Kowloon, Hong Kong em 1965, mas cresceu ao lado do mar, em Suffolk, Inglaterra. Desde que se mudou para Olhão em 2005, Rachel dedicou-se ao desenvolvimento da sua prática artística e pesquisa. Em 2014, completou o seu doutoramento na Faculdade de Belas-Artes, Universidade do Porto, com o título Gyotaku: its Origins and Relationship with Art and Science (Gyotaku: as suas Origens e Relação com a Arte e Ciência). Em 1994, Rachel formou-se no Royal College of Art, Londres, com um mestrado em Belas Artes (gravuras). Antes disto, já estudara na Central St. Martins e licenciou-se em Belas-Artes (gravuras). É membro da Nature Printing Society, uma organização internacional sem efeitos lucrativos dedicada à educação, história e prática da arte da impressão natural, e para aqueles que apoiam a filosofia NPS de respeito pela natureza pela arte da impressão e gravura.
 
 
Full fathom five thy father lies:
Of his bones are coral made:
Those are pearls that were his eyes:
Nothing of him that doth fade,
But doth suffer a sea-change
Into something rich and strange.

The Tempest (Act 1, Scene 2), William Shakespeare.


The phrase 'sea-change' was coined by Shakespeare in his play 'The Tempest' and originally symbolised a magical transformation made by the sea. Today this expression means a profound change or notable transformation. Rachel literally transforms natural marine specimens and man-made objects into works of art by utilising gyotaku; a Japanese printing technique originally employed to record the morphology of fishes and fishermen's prize catches. Her interests in East Asia, Portugal and natural history, particularly that of aquatic life-forms, manifests itself in prints, paintings, mobiles and three dimensional works.
In 2014 Rachel was invited to spend six weeks as an 'artist in residence' at Seacourt Print the Centre for Contemporary Printmaking in Bangor, Northern Ireland. The residency was generously funded by North Downs Borough Council. This enabled Rachel to further develop her printmaking techniques and expand her subject matter by concentrating on Irish seaweeds. Her initial interest in marine algae was formed during a visit to Peniche where she was able to collect and print large fronds of Kelp. Rachel's recent art works include marine algae not only as the subject matter but also as one of the ingredients of her hand made paper.
A selection of Rachel's prints can be found in numerous private and public collections including; the Alexandria Library, Cairo, Egypt, the Penang State Art Museum, Penang, Malaysia, the Sakima Art Museum, Okinawa,Japan, the Tate Britain and the V&A  Museum, London, UK.
Rachel was born in Kowloon, Hong Kong in 1965 but grew up beside the sea in Suffolk, England. Since moving to Olhão in 2005 Rachel has devoted herself to developing her artistic practise and research. In 2014 she completed her PhD at the Faculdade de Belas Artes, University of Porto with the title Gyotaku: its Origins and Relationship with Art and Science. In 1994 Rachel graduated from the Royal College of Art, London with a Master of Art degree in Fine Art (printmaking). Prior to this she studied at Central St. Martins and graduated with a Bachelor of Arts Honours degree in Fine Art (printmaking). She is a member of the Nature Printing Society, an international non-profit art organisation dedicated to the education, the history and practise of the art of nature printing, and to those who support the NPS philosophy of respect for nature through the art of print.