É uma autêntica revolução que se vive em Olhão ao nível do Saneamento e Tratamento de Águas Residuais.
Com a entrada em funcionamento do Sistema Multimunicipal de Saneamento do Algarve, a cargo da empresa Águas do Algarve, Olhão beneficiou de um enorme investimento ao nível da remodelação de ETAR, construção de Grandes Interceptores e Estações Elevatórias.
As vantagens ambientais são evidentes, uma vez que os equipamentos existentes já se encontravam no limite das suas capacidades. Nalguns casos, os efluentes acabavam por desaguar em linhas de água, com os inevitáveis prejuízos ambientais. Em Pechão, Fuseta e Moncarapacho as pequenas ETARS foram desactivadas, sendo agora possível drenar os efluentes para Olhão.
Em Olhão, as ETAR Nascente e Poente passaram a ser exploradas pela empresa Águas do Algarve, beneficiando de obras de remodelação e ampliação. Para a ETAR Poente são drenados os efluentes de Pechão, enquanto a ETAR Nascente recebe as águas residuais da Fuzeta e Moncarapacho. Nestas modernas ETAR de Olhão, as eficiências de tratamento dos efluentes são, actualmente, muito superiores: a desinfecção do efluente final é feita através de ultravioletas, permitindo a sua descarga, inócua, na Ria Formosa.
Também ao nível das redes de esgotos, a Câmara Municipal de Olhão deu inicio em Outubro de 2005, a um vasto projecto cujo investimento ascende a 5 milhões de Euros.
Este projecto decorre em várias fases, estando já concluídas as redes no Caminho da Sulbetão, no Caminho das Prainhas e na Estrada Nacional 26, todas na Freguesia de Pechão.
Actualmente, na cidade de Olhão, decorrem as obras das redes de saneamento no Bairro Zé Botelho e Caminho das Areias, estando previsto avançar de seguida para a zona entre as freguesias de Olhão e Fuseta.
Com a construção destas novas redes de esgotos, são muitas as fossas que estão a ser desactivadas, um pouco por todo o concelho. Estas fossas apresentavam graves problemas de infiltração ao nível dos lençóis freáticos e consequentemente de poluição ambiental.