Ameijoa Boa

É uma espécie que se utiliza em viveiros e a de maior valor económico da Ria. Apresenta uma grande gama de cores e atinge tamanhos consideráveis. Tal como o Berbigão é de ocorrência cosmopolita, nomeadamente em fundos arenosos; contudo a sua densidade é menor. Encontra-se com alguma frequência um pouco por todo o lado, e é muito abundante nos mercados. Tal como as outras espécies, durante a sua face larvar vive no plâncton; estimativas indicam que a sua face bentónica (fixação no fundo quando chega ao estado adulto) começa quando atinge aproximadamente 0,7 mm de comprimento. Tem alto valor alimentar e é pouco deteriorável, resistindo quatro dias a seco.
Ostra Portuguesa

Espécie facilmente reconhecível devido ao seu aspecto característico, que lhe é conferido pelas esculturas que as valvas apresentam. Estas chegam a atingir 15 cm de largura e apresentam-se espessas e desiguais. A valva de baixo (esquerda) é côncava e a de cima (direita) é plana.
Vive em águas pouco profundas sobre rochas e pedras (barra do Ancão) e em viveiros (Cacela Velha).
É de alto valor alimentar e muito sensível a mudanças ambientais, devido às quais se pensa que terá desaparecido de muitos locais. Actualmente a sua exploração comercial na Ria é reduzida.
A concha encontra-se facilmente durante a maré vazia.
Berbigão
É a espécie mais abundante na Ria Formosa, atingindo em determinados locais uma grande densidade. Das espécies comerciais, é das de menor valor económico.
Tem um aspecto algo semelhante às espécies anteriores, embora a sua concha seja menor e o umbo muito curvado para dentro.
Ocorrência cosmopolita em todos os fundos arenosos ou areno-lodosos. Vive apenas até alguns centímetros de profundidade, devido ao reduzido desenvolvimento do seu pé.
Aparece massivamente nos mercados, especialmente de Inverno. A sua concha encontra-se nas praias e na Ria durante a maré vazia, com grande facilidade.