Freguesia de Pechão
O Povoamento do território que constitui hoje a freguesia de Pechão existe desde o tempo do domínio árabe, embora os primeiros documentos datem de 1593, ainda com estas terras a pertencerem ao termo de Faro. Só em 1823 foi integrada definitivamente no termo de Olhão, criada por desanexação de S. Pedro de Faro.
Demografia
A freguesia de Pechão tem hoje uma área de 19,89Km2, estende-se em forma quase rectangular, no extremo oeste do Concelho, a sul da mesma, é atravessada por duas importantes vias de comunicação: o caminho-de-ferro e a EN125.
Algumas actividades económicas
Os cerca de 3000 habitantes da freguesia dedicam-se às actividades mais diversas, mas a principal ainda continua a ser a agricultura, a maioria praticada com o recurso às estufas.
Mais a sul, Pechão desfruta da Ria Formosa pelo que a Pesca e a agricultura assumem algum relevo. Nos últimos tempos verificou-se também o regresso à recolha da Flor de Sal nos moldes bem tradicionais.
Alguns apontamentos históricos
Pechão é a segunda freguesia mais antiga do Concelho, logo a seguir a Moncarapacho. Foi nesta freguesia, mais precisamente no Sítio de Bela Mandil, no Lugar da Meia Légua, que ocorreu um dos mais violentos e demorados combates entre olhanenses e franceses, em 18 de Junho de 1808.
Pechão é uma terra que se afirmou pela sua irreverência contra o regime fascista de Salazar; inúmeros eventos marcaram a actividade dos homens, mulheres e jovens desta freguesia. Destaque para o acampamento de jovens vindos de todo o país em Bela Mandil, no ano 1947, com o objectivo de protestarem contra a falta de liberdade.
O Património e suas Tradições
Na freguesia de Pechão podem ser visitadas a Igreja Paroquial em honra de S. Bartolomeu (séc. XVIII) e a sua envolvente onde se inclui a Capela dos Ossos. A Igreja destaca-se por se encontrar no ponto mais alto da localidade, onde se pode desfrutar de um bonita vista para a Ria e para o Mar. Sabe-se que em 1482 já existia a ermida de S. Bartolomeu de Pichão ou Pexão. Pode-se ainda visitar a Fonte Velha (1754), a Casa Museu, o Chalé de Bela Mandil e alguns edifícios de arquitectura regional. Das tradições mais antigas, desta terra de cultura, constam o Grupo de Pauliteiros de Pechão e a Dança da Misteriosa.