“Os meus sonhos situam-se sempre a Sul: Faro, Cacela ou Alcoutim”, revela Teresa Rita Lopes, que nesta obra poética editada pela Gente Singular Editora, os olhanenses ficaram a conhecer e a admirar. Ainda mais quando os poemas incluídos neste livro puderam também ser ouvidos com música, na voz de Rui Moura, o que os presentes apreciaram, ao perceberem que os poemas da investigadora e escritora têm musicalidade e facilmente podem ser cantados. Teresa Rita Lopes diz que até para ela foi uma surpresa quando ouviu os seus poemas musicados pela primeira vez: “Parecia que o que estava a ouvir não era meu. Sinto-me muito mais rica por ter descoberto que os meus poemas têm música”, revelou no encontro em Olhão.

Para falar deste livro, que a autora depois também folheou para dizer alguns poemas, esteve Rogério Silva, advogado e membro da Gente Singular. Falou das obras da autora, dos prémios granjeados e do facto de ser “um orgulho para um editora pequena representar uma escritora como esta”. Todas as palavras têm carga poética, concluiu Rogério Silva, para elogiar a escritora que, no seu entender, “é das pessoas que melhor faz poesia”.

A autora, com a sua reconhecida simplicidade, disse que Rogério Silva a “topou” muito bem: “Senti que era comigo, o que nem sempre acontece”, revelou Teresa Rita Lopes. “Faz-se poesia por palavras, pensamentos e obras. Todas as artes correspondem ao mesmo anseio do ser, de que o quotidiano não nos chega. Só se justifica que se escreva quando se sente essa necessidade de se cumprir pela escrita”, disse a especialista em Fernando Pessoa, que n’ “O Sul dos Meus Sonhos” e na apresentação do livro lembrou os tempos da meninice, de estudante no Liceu… “Sinto um grande prazer em estar aqui no coração do meu Algarve, em Olhão, de onde tive muitos colegas no Liceu”, recordou.

O presidente da Câmara de Olhão, Francisco Leal, que admirou a obra e a simplicidade da autora, como fez questão de realçar, referiu-se a “uma magnífica sessão”, ideia corroborada pelo vereador da Cultura, tendo igualmente agradecido à editora Gente Singular, com sede em Olhão, “que se tem vindo a afirmar com iniciativas de qualidade”. “Saio mais rico desta sessão cultural”, disse satisfeito Francisco Leal.