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A utilização das Energias Renováveis e a Eficiência Energética são aspetos críticos no futuro de qualquer autarquia. A revisão do Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE) e o arranque efetivo do programa ECO.AP (programa para a eficiência energética dos Edifícios do Estado) são de vital importância para a redução dos consumos energéticos e promoção da sustentabilidade das infraestruturas existentes.

O Município de Olhão tem vários níveis de intervenção na temática da Energia, como por exemplo as Energias Renováveis e a Eficiência Energética. Conheça o que o estamos a fazer nestes domínios.


Energias Renováveis

Esta forma de energia é inesgotável/ ilimitada onde a sua utilização “hoje” não implica a diminuição da sua disponibilidade no futuro, como acontece com as energias solar, eólica, hídrica ou geotérmica.

O Município de Olhão, por razões óbvias, já que desfruta de um elevado número de horas de sol por ano, apostou no aproveitamento da energia solar.

Aproveitar a energia solar significa utilizá-la diretamente para uma função, como por exemplo aquecer um fluido (sistemas solares térmicos), promover a sua adequada utilização num edifício (sistemas solares passivos) ou produzir energia elétrica (sistemas fotovoltaicos).
O nosso país é, a nível europeu, dos que tem mais horas de sol por ano: entre 2200 a 3000 horas, o que deve ser devidamente aproveitado.


Solar Térmico

O aquecimento de um fluido, líquido ou gasoso, em coletores solares, é a utilização mais frequente da energia solar. O aquecimento de água por esta via é hoje uma tecnologia fiável e economicamente competitiva em muitas circunstâncias. No nosso país as aplicações mais correntes verificam-se no setor doméstico, para produção de águas quentes sanitárias e, em alguns casos, para aquecimento ambiente. Além do setor doméstico, existem também aplicações de grandes dimensões, nomeadamente em piscinas, recintos gimnodesportivos, hotéis e hospitais. Também o setor industrial é susceptível de utilizar sistemas solares térmicos, quer para as aplicações acima mencionadas, quer quando há necessidade de água quente de processo a baixa ou média temperatura.

Das várias aplicações da Energia Solar Térmica, o Município dedicou especial importância às ações relacionadas com a produção de águas quentes sanitárias e aquecimento de águas em piscinas.   


Produção de Água Quente

Nas Piscinas Municipais, foi instalado o Sistema Solar Térmico, com o objetivo do aquecimento de águas quentes sanitárias e água das piscinas.
Fase de execução: em exploração.
Descrição sumária: 100 m2 de coletores solares associados a um sistema de distribuição e troca (permuta) de calor. A sua exploração é efetuada através de um sistema de Gestão Técnica Centralizado.

Nas Escolas EB1 nº6 e nº7, instalámos igualmente o Sistema Solar Térmico, para aquecimento de águas quentes sanitárias e águas das cozinhas.
Fase de execução: em exploração.
Descrição sumária: 16 m2 de coletores solar associados a um sistema de distribuição e troca (permuta) de calor.

No Estádio Municipal também se pretende instalar um Sistema Solar Térmico para aquecimento de águas quentes sanitárias e meio ambiente (vestiários).
Fase execução: Em projeto.
Descrição sumária: 60 m2 de coletores solar associados a um sistema de distribuição e troca (permuta) de calor. A sua exploração é efetuada através de um sistema de Gestão Técnica Centralizado.



Solar Fotovoltaico

A conversão direta da energia solar em energia elétrica envolve a transferência dos fotões da radiação incidente para os eletrões da estrutura atómica do material semicondutor.

Microprodução de Energia Elétrica

Nesta vertente existem intervenções no Auditório e Biblioteca Municipais, através da instalação de Sistemas Solar Fotovoltaicos, que tem como objetivo a produção de energia elétrica para venda.
Fase execução: Em exploração.
Descrição sumária: 35 m2 de coletores solares associados a um sistema de distribuição e contagem de energia.





Eficiência Energética

A Eficiência Energética e as energias renováveis são os "dois pilares" da política energética sustentável.
A utilização racional de energia, às vezes chamada simplesmente de eficiência energética, consiste em usar menos energia para fornecer a mesma quantidade de valor energético.

O Município de Olhão, desenvolve duas areas de intervenção a este nível: Edifícios e Infraestruturas e Rede de Iluminação Pública (IP), sendo estas duas àreas as responsáveis por 95% dos consumos energéticos municipais.



Edifícios e Infraestruturas

É nesta área de intervenção que existem os maiores consumos de energia no Município, logo, desenvolvem-se várias ações que visam conter/reduzir os consumos, como poderemos perceber abaixo.



Baterias de Condensadores

Existem baterias de condensadores em sete edifícios municipais: Auditório, Biblioteca, Piscinas e Estádio Municipal, Edifício do Município, Parque de Levante e Reservatório R6.
Como a grande maioria dos consumidores abastecidos em BTE, MT, MAT e AT veem faturada a energia reativa consumida, resultado da existência de cargas elétricas na instalação com baixo fator de potência e com a entrada em vigor das novas regras de faturação de energia reativa desde janeiro de 2011, os encargos com a fatura de energia elétrica aumentaram significativamente. O método mais simples e económico de evitar a faturação da energia reativa consumida consiste na instalação de baterias de condensadores. Além da redução da fatura de energia elétrica, a correção do fator de potência permite ainda reduzir as perdas na rede interna da instalação, estabiliza os níveis de tensão, melhora o tempo de vida útil dos equipamentos e minimiza o investimento em transformadores e cabos.
Fase execução: em exploração.
Descrição sumária: Bateria instalada junto do quadro elétrico geral.


Lâmpadas Economizadoras

Os edifícios e infraestruturas municipais têm energia através de lâmpadas economizadoras de energia. Estas são fornecidas em três grupos principais: lâmpadas fluorescentes compactas, lâmpadas baseadas em LED e lâmpadas de halogéneo. Cada tipo de lâmpada está disponível numa vasta gama de formatos e tamanhos para que se possa obter a mesma qualidade de luz fornecida pelas lâmpadas "convencionais".
A utilização generalizada desta ação no Município promoveu significativas reduções nos consumos de energia relacionados com iluminação interior.
Fase execução: em exploração.



Balastros Eletrónicos

Os balastros eletrónicos estão localizados nos edifícios e infraestruturas municipais.
Balastro ou reator é um limitador de corrente utilizado nas lâmpadas fluorescentes e em outros dispositivos elétricos que necessitam limitar a intensidade da corrente elétrica que os atravessa durante o funcionamento. Os dois principais tipos de balastros utilizados são os eletromagnéticos e os eletrónicos.
Os balastros eletrónicos melhoram o rendimento das lâmpadas, convertendo a frequência standard de 50 Hz em alta frequência, geralmente em 25 kHz a 40 kHz. O funcionamento das lâmpadas a estas elevadas frequências produz a mesma quantidade de luz, com um consumo de 12 a 25% mais baixo.
Fase execução: em exploração, com prespetivas de aumentar a dimensão da ação.



Sensores de Movimento

Existem sensores de movimento nos edifícios e infraestruturas municipais.
Sensor de Movimento é um equipamento eletrónico capaz de identificar a presença de pessoas dentro do seu raio de ação e acender a lâmpada do ambiente. Utilizados para economizar energia são também símbolo de status e de avanço na edificação.
Fase execução: em exploração mas é uma ação ainda com pouca implementação.  



Manutenção Preventiva

Faz-se manutenção preventiva nos edifícios e infraestruturas municipais. São contratos de prestação de serviços, que garantem um acompanhamento adequado do funcionamento dos vários sistemas existentes. Desta forma, será possível minimizar custos com ações corretivas e reduzir consumos energéticos de sistemas particularmente gastadores, tais como os sistemas de climatização e iluminação.
Fase execução: em exploração, com particular relevância nas infraestruturas mais recentes (Piscinas, Estádio, Biblioteca, Auditório, Escola EB1, etc).



Responsabilidade Técnica de Eletricidade

A Responsabilidade Técnica de Eletricidade funciona em 11 edifícios e infraestruturas municipais.
São contratos de prestação de serviços, que garantem o adequado funcionamento dos sistemas elétricos, possibilitando desta forma que os equipamentos desempenhem as sua funções nas melhores condições de segurança e com o menor consumo de energia.
Fase execução: em exploração.



Sensibilização e Formação

O objetivo é sensibilizar e formar os vários intervenientes no âmbito da poupança de energia, através da realização de seminários, ações individuais e identificação de boas práticas na utilização dos meios/equipamentos existentes.
Fase execução: em exploração.



Gestão Técnica Centralizada

Os sistemas de Gestão Técnica Centralizada (GTC) existentes nos edifícios e infraestruturas municipais, têm como objetivo primordial o controlo de processos e equipamentos, tendo como fim a otimização dos consumos, aumento de produtividade, fiabilidade e eficiência dos processos. A sua instalação permite integrar, monitorizar e atuar em sistemas de iluminação, AVAC, deteção de incêndio, deteção de intrusão e controlo de acessos numa única plataforma.
A GTC facilita o acesso e o armazenamento de dados e desenvolve ferramentas para controlo, tais como balanços energéticos, níveis de reservatórios, consumos e emissões de CO2 evitadas.
Fase execução: atualmente, a única infraestrutura que possui o GTC são as Piscinas Municipais, nos restantes edifícios o processo de implementação está em estudo.



Iluminação Pública

Esta é uma das áreas de intervenção mais problemáticas ao nível dos consumos de energia do Município.
Uma parte considerável da fatura de energia elétrica no sector público e privado vai para iluminação exterior. A iluminação pública, em alguns casos sobredimensionada, não necessita de estar à potência nominal durante o período de funcionamento.



Reguladores de Fluxo

Existem 18 postos de transformação. Os Reguladores de Fluxo possibilitam reduzir o fluxo luminoso durante determinados períodos noturnos, garantindo economias no consumo de energia elétrica, conservando-se sempre um nível de segurança para os utentes. A redução dos consumos é obtida variando-se os níveis de tensão aplicados aos circuitos de iluminação, obtendo-se reduções que variam entre 20% e 40%. A regulação do fluxo também contribui para um aumento do intervalo de tempo de substituição das lâmpadas em cerca de 50% (relamping), reduzindo os custos de manutenção. A regulação de fluxo é uma solução viável e robusta no incremento da eficiência dos sistemas de iluminação e redução das emissões de CO2.
Fase execução: lançamento de concurso.



Georeferenciação da Rede de Iluminação Pública

A georeferenciação está a ser feita em toda a rede Iluminação Pública (IP) do Municipio, através de auditoria, utilizando para o efeito a tecnologia ArcGis, um software dinâmico de sistemas de informação geográfica, normalmente identificado por SIG. A carta energética fornece uma representação cartográfica das infraestruturas elétricas, permitindo uma gestão rápida, eficiente e eficaz quer ao nível dos consumos e racionalização, quer da manutenção ou da resposta em situações de emergência.
Na posse desta ferramenta, o Município poderá tomar um conjunto de decisões técnicas com o objetivo claro de conseguir um melhor equilíbrio nos circuitos de iluminação exterior e logo assim reduzir os consumos energéticos.
Fase execução: a decorrer.



Relógios Astronómicos

Os relógios astronómicos estão a ser colocados em 120 postos de transformação. São equipamentos que efetuam o cálculo diário, com base em fórmulas astronómicas, do número de horas de sol, da hora a que o sol nasce e se põe, para determinada latitude de qualquer lugar da Terra. Os horários obtidos são para a posição exata relativa ao do fuso horário da cidade em questão, havendo lugar a uma correção de alguns minutos, caso a cidade não fique exatamente em cima do meridiano do fuso horário local (o que acontece na maioria das cidades). Estes relógios possibilitam, desta forma, um controlo mais adequado sobre o efetivo funcionamento da iluminação pública nas horas em que realmente é necessária, possibilitando desta forma poupanças consideráveis nos consumos de energia eléctrica.
Fase execução: em exploração. Pretende-se uma maior amplitude nesta ação no futuro, ou seja, 100% dos PT com os relógios.



Redução de pontos de luz na IP

Esta ação visa desligar/apagar, em parceria com o gestor do sistema, a EDP, postes de Iluminação Pública (IP). 
Os equipamentos alvo desta intervenção localizam-se em zonas despovoadas, urbanizações paradas, locais abandonados onde a IP continua a funcionar mas sem qualquer usufruto da população. Assim, o Município já desligou de aproximadamente 400 pontos da rede IP e pretende até ao final do ano, na posse das ferramentas adequadas – georreferenciação da Rede IP, chegar aos 1500 pontos de luz apagados,.sendo possível com esta ação ajudar reduzir consideravelmente os gastos nesta área.
Fase execução: Em exploração. Pretende-se uma maior amplitude nesta ação no futuro.