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“Uma luta árdua que travei, e uma vitória para Olhão, que ficará, assim, dotado de uma marina condigna, de última geração, capaz de acolher embarcações nas melhores condições e em estrito respeito pelo meio ambiente”: foi assim que o presidente da Câmara Municipal, António Miguel Pina, reagiu à assinatura do contrato de concessão da requalificação, modernização e exploração do porto de recreio, que decorreu na sexta feira, dia 16 de junho, integrada nas comemorações do Dia da Cidade, e presidida pela Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

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A concessão à empresa Verbos do Cais, S.A. estender-se-á pelo período de 35 anos, e prevê um investimento de 3,35 milhões de euros.

A atual capacidade do porto, de 299 lugares, será inicialmente ampliada para 340 lugares, com a instalação de novos postos de amarração para embarcações, ou reconfiguração da tipologia hoje existente.

Posteriormente, serão atingidos os 500 postos de amarração, com a instalação de mais três a cinco passadiços na zona Nascente, junto ao atual setor da pesca artesanal, e a dragagem de fundos em toda a área de concessão.

A área adjacente à doca, para Poente, será afeta à construção de edifícios para serviços de apoio: serviços administrativos e de apoio náutico, oficinas, restauração e comércio.

Uma vez concluído, o porto de recreio de Olhão contemplará uma área seca de 25.474 m2 e uma área molhada de 50.800 m2.

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Depois de realçar o empenho de todos os agentes envolvidos, António Miguel Pina sublinhou o papel da Ministra do Mar “enquanto parceira que acompanha este processo desde o tempo em que era Secretária de Estado dos Transportes, há quase 10 anos”. Em relação à ampliação da estrutura de recreio náutico, o autarca prevê que a marina vá ter “o impacto semelhante a um hotel de 4 estrelas, no que diz respeito ao efeito multiplicador na economia local”.

Quanto a Ana Paula Vitorino, caracterizou a ampliação do porto de recreio como “um encontro feliz entre a perspetiva estratégica do Município na área do mar e a competência de quem soube concretizar”, acrescentando que “a náutica de recreio é das atividades económicas mais expressivas em termos de economia regional”.

Referindo-se à demora na concretização do projeto, a governante declarou que “este era daqueles casos em que efetivamente não se percebe como é que algo que está planeado e que está lançado desde 2009, em 2017 não esteja ainda concluído”.

Respondendo de forma categórica e definitiva àqueles que têm anunciado que a ampliação de porto de recreio iria “expulsar” as embarcações de pesca tradicional, Ana Paula Vitorino esclareceu: “O crescimento da marina será para Poente e não vai interferir com o porto de pesca artesanal”. A ministra acrescentou que “não há atividades mais nobres que outras e a política do Ministério e da Autarquia é a preservação das atividades tradicionais e, nesse aspeto, sempre fui acompanhada pelo Sr. Presidente da Câmara”.

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