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O Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, deslocou-se esta segunda feira, dia 5 de março, ao Algarve, mais concretamente à região afetada pelo tornado de domingo. Nas freguesias olhanenses de Pechão e Quelfes, as mais atingidas pelos ventos extremos, o governante visitou duas explorações agrícolas praticamente destruídas pelo fenómeno atmosférico.

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Acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal, António Miguel Pina, o Secretário de Estado anunciou a disponibilização de fundos do Programa de Desenvolvimento Rural 2020 aos agricultores afetados, através de um mecanismo que já foi aplicado para responder aos prejuízos decorrentes dos incêndios.

Após se ter inteirado dos danos provocados pelo tornado que se abateu sobre o Sotavento algarvio, Luís Medeiros Vieira explicou em que termos serão distribuídos os apoios: “até 5.000 euros, haverá um apoio de 100% a fundo perdido; de 5.000 a 50.000, de 85% a fundo perdido; de 50.000 até 800.000 euros, de 50% a fundo perdido, sendo estes apoios cumulativos.

Até final da semana, encontram-se no terreno três equipas do Ministério da Agricultura, que procedem ao levantamento dos danos deixados para trás pelo tornado de classe F1 que afetou os concelhos de Olhão, Faro, Tavira, Vila Real de Santo António e Castro Marim. Até ao final da tarde de ontem, estavam já identificadas 15 explorações agrícolas.

Nas duas estufas visitadas no concelho de Olhão, de produção de frutos vermelhos e hortofrutícolas, respetivamente, eram visíveis os estragos deixados pelos ventos de 180 quilómetros por hora sentidos no domingo: fundações de betão arrancadas do solo, estruturas de ferro retorcidas e culturas completamente destruídas.

A destruição provocada no setor agrícola é também uma das prioridades da autarquia, conforme sublinhou o presidente, António Miguel Pina: “Para além do levantamento que o Ministério da Agricultura está a fazer, estamos também disponíveis para ajudar os agricultores; aliás, solicitei já aos presidentes de Junta que nos ajudem na elaboração deste levantamento”.

Mas os danos em Olhão não se circunscreveram a explorações agrícolas, como explicou o autarca, no final de uma reunião da Proteção Civil Municipal, onde foram identificados os trabalhos de recuperação levados a cabo nas primeiras 24 horas após o tornado: “as vias principais e secundárias estão já desobstruídas, o que era a nossa principal prioridade. Estamos também a acompanhar de perto a situação das quatro famílias que ficaram desalojadas”.

António Miguel Pina deu, ainda, conta dos trabalhos prioritários a desenvolver nos próximos dias: “libertar os caminhos rurais e as chamadas terceiras vias de comunicação”.

O Algarve foi atingido por um tornado na tarde do passado domingo, o segundo no período de uma semana.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o fenómeno atingiu a classe F1, a segunda menos grave numa escala de 6.

Os concelhos mais afetados foram Olhão, Faro, Tavira, Castro Marim e Vila Real de Santo António.

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