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O concelho de Olhão vai ser um dos pioneiros da agricultura hidropónica urbana, através da implementação de um projeto de empreendedorismo social denominado Agrolux. Em breve, a iniciativa da Autarquia e da cooperativa Grow in Peace, estará a funcionar em pleno num espaço às portas da cidade, no Sítio de Peares, que foi cedido para o efeito.

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A iniciativa do Município de Olhão e da cooperativa de agricultures urbanos e periurbanos Grow in Peace, consiste na instalação de uma estrutura com cerca de 2.500 m2, onde mais de duas dezenas de pessoas com algum tipo de incapacidade e desempregadas, desenvolverão o seu trabalho agrícola, através da ciência que permite cultivar plantas em altura apenas com água e nutrientes.

O contrato de comodato - através do qual o Município cede o terreno municipal situado perto da EN 125, na freguesia de Quelfes, à Grow in Peace -, foi assinado ontem pelo presidente do Município de Olhão, António Miguel Pina, e pela representante da Grow in Peace, Iracema Stramotas.

Esta aposta na área do emprego com “uma vertente de cariz social muito vincada”, como refere o autarca olhanense António Miguel Pina, conta com os apoios do programa Portugal Inovação Social e do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT). “Olhão está a caminhar para uma nova forma de interação em sociedade. Vamos criar a possibilidade de produzir alimentos, criar postos de trabalho e facilitar a inserção social de grupos de maior vulnerabilidade, motivando-os a serem produtores de hortofrutícolas”, destaca o edil.

Enquanto a Grow in Peace instala a estrutura onde se desenvolverá este projeto, os 22 futuros ‘agricultores’ - que serão indicados por algumas instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do concelho -, participarão numa ação de formação organizada pela cooperativa.

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Este projeto, denominado Agrolux – Agricultura Hidropónica Urbana, de cariz social e com destaque a nível europeu, uma vez que conta com o apoio do EIT Food, numa segunda fase terá como principais destinatários os jovens NEET, aqueles que não tendo trabalho nem estando a estudar, poderão ter aqui uma ocupação rentável e desenvolver o seu próprio negócio.

“São legumes e vegetais que serão produzidos e consumidos no concelho e, se mais tarde houver produção para tal, poderão ser distribuídos a nível regional. Porque o Algarve não é só férias! O Algarve tem de ser sustentável e este projeto traz-nos isso mesmo: uma agricultura limpa e sustentável, porque não se gastará mais água do que aquela que é estritamente necessária, sobretudo numa região onde nos debatemos cada vez mais com a escassez de água”, ressalva António Miguel Pina, explicando que “toda a água da rega é reutilizada, em ‘circuito fechado’, não há desperdícios”.

Já existem contactos com hotéis, restaurantes e supermercados do concelho, mas a venda dos produtos que estes ‘novos agricultores’ produzirão poderá também alargar-se às escolas e IPSS do concelho de Olhão.

O projeto terá início em breve, com a legalização do espaço cedido pela Autarquia e a respetiva implantação da estrutura no terreno, para depois ser possível começar a cultivar de forma sustentável em Olhão. Os frutos das primeiras sementeiras deverão estar disponíveis para consumir na próxima primavera.