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No ano de 1765 é fundada, por Alvará Real, a Confraria Real do Corpo Santo dos Mareantes ou Compromisso Marítimo de Olhão, na Igreja da Nossa Senhora do Rosário.

Com a criação do Compromisso Marítimo de Olhão – uma associação de pescadores que visava sobretudo prestar auxílio social a estes e às suas famílias – os pescadores veem desta forma as suas pretensões atendidas. Estes homens do mar residentes em Olhão, não mais teriam que percorrer longas distâncias para tirar partido dos serviços médicos essenciais existentes unicamente na capital, como também podiam fixar diretamente os seus impostos localmente estando estes, por isso, disponíveis de imediato em caso de necessidade.

Só após a assinatura da escritura pública, datada de 1768, escolhidos os dois mestres canteiros, João dos Santos Tavares e Álvaro da Silva, se dá início à construção do futuro Edifício do Compromisso Marítimo de Olhão. Composto por dois pisos e três frentes com um tratamento cuidado do frontispício, que ficaria concluído três anos depois, conforme se pode ler na sua fachada: "Esta obra foi feita à custa dos mareantes da Nobre Casa do Corpo Santo deste lugar de Olhão, em tempo do Felicíssimo Reinado do Fidelíssimo Rei Senhor D. José, o Primeiro, que Deus guarde, sendo Juiz da mesma Casa, António de Gouveia, no ano de 1771".

Originalmente o edifício possuía, no piso térreo, uma botica e um açougue para serviço dos mareantes. No andar nobre localizava-se a Sala dos Despachos, que apresenta uma pintura no forro de madeira da cobertura onde se destaca o brasão das armas reais portuguesas. No seguimento das obras de restauro de que foi alvo nos primeiros anos do séc. XX, que passaram pela requalificação interior e exterior da totalidade do espaço, o Edifício do Compromisso vê nascer no seu interior o Museu Municipal de Olhão.